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Saiu no Liberal, mas aqui não sai nada

Que coisa, hein? A moçada que se movimenta culturalmente aqui em Macapá continua sem poder contar com a imprensa local. Apesar de todo o esforço que a juventude vem fazendo para modificar as coisas, sempre que rola algum evento é mais fácil de ver a coisa repercutir fora daqui. É o que aconteceu com o 4º Campeonato Internacional de B-Boys - Batalha Macapá', ocorrido no último fim de semana. Um tremenda batalha dos jovens que estão fazendo o Movimento Hip Hop no Amapá, em sua quarta edição o evento recebe b-boys de responsa vindos de outros estados brasileiros e de outros países: Guiana, França e Haiti.
Mas cadê que o povo comparece? Mas cadê que a imprensa divulga? Mas cadê que a gente aprende? Eu acho que grande parte do problema é nossa culpa, da juventude que se isola em tribos em guetos e não consegue se organizar de forma mais abrangente, superando as diferenças de estilo. Acho que uma aproximação de movimentos que já estão aí seria bem promissora.
Estive lá, quase faço a oficina de DJ. Na próxima não perco! Fiz uma entrevista com o Jorge Alberto, estimado Poca, um batalhador da cena Hip Hop que falou um pouco sobre a história e o contexto do Hip Hop no Amapá. Público aqui no blog ou lá no
Overmundo à qualquer hora.
Em maio eles terão outro evento e aí prometo que até lá vamos ter uma cobertura legal para este movimento, por conta do
Coletivo Palafita. Por enquanto, vamos ficando com a notícia públicada lá em Belém:
Grupo 'Estilo de Belém' disputou campeonato internacional de dançarinos de B-Boys, em Macapá, onde tirou o 2º lugar CAROLINA MENEZES
do Liberal Na dança, um meio de protestar contra as más influências presentes na sociedade atual, como a violência e o tenebroso mundo das drogas. É esta a mensagem que o grupo 'Estilo de Belém', formado por dez 'B-Boys' (ou Breaking Boys, quer dizer, garotos que dançam break, uma modalidade de dança de rua), tem passado ao público de vários locais do Brasil e do mundo.
Anualmente, eles participam de inúmeros eventos competitivos e nunca voltam com as mãos abanando. Eles acabam de regressar do Amapá, onde participaram do 4º Campeonato Internacional de B-Boys - Batalha Macapá', de onde trouxeram o troféu de segundo colocado.
'Ano passado nós ganhamos o terceiro lugar. Este ano, subimos mais um pouco. Então, para completar a ‘escadinha’, no ano que vem a gente ganha o primeiro!', promete Marcos 'Ninja' Albuquerque, um dos integrantes.
O grupo concorreu com equipes de todo o País e ainda da França, do Haiti e da Guiana Francesa. O primeiro lugar foi para outro grupo, também de Belém. O grupo se juntou oficialmente em 1996, mas os integrantes todos já tinham um histórico relacionado à dança de rua. 'Eu comecei em 83, inspirado nos passos do Michael Jackson e de outros cantores americanos que investiam num estilo apropriado a esses passos de dança. Filmes também serviram de inspiração, como ‘Entregador de Pizza’ e ‘Beat Street’, que significaram uma febre para os fãs desse ritmo na época, porque passavam no cinema Nazaré e logo depois rolavam os concursos na Concha Acústica, todo domingo, e muitos iam para lá dançar', lembra Paulo 'Fera' Gadelha, também membro do 'Estilo de Belém'.
Quando a década de 90 chegou e os dançarinos resolveram montar o grupo, o sucesso começou. Todos os anos, eram várias participações em festivais e campeonatos. 'Nos anos de 2003 e 2004, ganhamos em São Paulo o ‘Campeonato Brasileiro de Dança de Rua’. Logo depois, vencemos em Caiena. Saímos daqui sempre com ajuda das pessoas que acreditaram no nosso trabalho, que nos custearam a cada viagem ou ajudaram de alguma forma', lembra 'Ninja'.
RESGATE
Depois de tantos prêmios, os integrantes da 'Estilo de Belém' têm mais um sonho: conseguir montar um projeto efetivo para tirar jovens da marginalidade por meio da dança. 'Quando fazemos oficinas na Fundação Curro Velho e na própria Ana Unger, vemos que são muitas pessoas que se interessam pelo nosso trabalho. E o nosso trabalho, por si só, já carrega um cunho social.
O hip- hop foi criado para acabar com a violência entre hispanos e negros. Eles competiam para saber quem era ‘o melhor’ através da dança. Aqui, a gente sonha em fazer a mesma coisa. Mostrar para garotos que essa é uma saída para as drogas, o crime, a violência. Eu mesmo já fui de gangue, até que vi, na rua, o pessoal da ‘Estilo’ se apresentando e pensei: é isso o que quero fazer', revela 'Ninja'.
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Dulce Rosa e Ana Martel no Soho

Sexta-feira, 13 de abril pessoal. A bruxa tá solta e você vai ficar em casa? A Dulce Rosa convida todos para ouvir uma música bem gostosa hoje, no Soho restaurante, a partir das 22hs.
Dulce e Ana Martel estarão reabrindo a temporada de música ao vivo, acompanhadas pelo som de Nelson Dutra no violão, Ezequiel freitas no baixo e Helder E. Santo na percurssão.
Vai ser um programa bom para o apetite e para os ouvidos!
Marcadores: cultura, musica
Maurício Kubrusly lança livro e faz palestra em Macapá

O repórter Maurício Kubrusly, da Rede Globo, estará em Macapá nesta terça-feira (10/04), para fazer o lançamento do seu livro “Me leva Brasil” e proferir a palestra “Jornalismo no planeta internet”. Os eventos fazem parte das comemorações ao Dia do Jornalista, ocorrido no sábado, 7 de abril.
A promoção é da Mega Eventos em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá. O lançamento do livro “Me leva Brasil” acontece na tarde de terça-feira, das 15h às 17h, na Livraria Amapaense, na Avenida Presidente Vargas entre as ruas São José e Tiradentes, no Centro de Macapá. No mesmo dia, à noite, Kubrusly faz a palestra “Jornalismo no planeta internet” e bate papo com jornalistas e acadêmicos de jornalismo na churrascaria Midas Grill. As inscrições para o evento noturno podem ser feitas no Sindicato dos Jornalistas, na Avenida Duque de Caxias, 600, entre Jovino Dinoá e Leopoldo Machado. Jornalista sindicalizado não paga.
Segundo Kubrusly, depois da explosão da internet, o mundo do jornalismo começou a viver uma grande e irreversível transformação. Em todos os meios - TVs (todas as modalidades, abertas e pagas), rádios (profissionais e clandestinas), impressos (jornais & revistas), outras mídias eletrônicas internas e externas - (celulares, outdoors eletrônicos) - acontece uma grande mutação. “Há quem garanta que o jornal de papel acabará em cinco, dez anos no máximo.
Há quem garanta que a TV com grade de programação também desaparecerá em alguns anos. Mas ninguém consegue prever, com alguma segurança, qual o futuro próximo de toda tecnologia que inventa novos meios de fazer circular a informação”, observa. O jornalista Kubrusly vai abordar essas questões e muito mais, numa palestra aberta a perguntas e com debate no final.
(Release)
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